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Amigo Fiel
Apesar da aparência hostil, os Pit Bulls são extremamente
amorosos, brincalhões e obedientes a seus donos,
além de terem uma energia infinita
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Quem conhece a raça é unânime: o Pit Bull é dócil e amoroso com o dono e seus familiares. “O Pit Bull é utilizado principalmente para guarda devido à sua força, agilidade e coragem e também para companhia, por ser um cão fiel e companheiro”, diz o criador Renan Holanda Maluenda, do Nuke Pit Kennel, de São Paulo. Além disso, é muito admirado pela resistência, autoconfiança e alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. Essas características, se trabalhadas desde filhotes, resultam em exemplares equilibrados e menos agressivos.
Apesar da fama de mau, causada principalmente por criadores e donos irresponsáveis, o Pit Bull é um cão pacífico com o homem. “Ele é tão carinhoso que, se ficar muito tempo longe do dono, pode deixá-lo deprimido e quieto”, conta Renan. O comportamento do Pit Bull na idade adulta vai depender muito de como ele é tratado pelo dono. Qualquer animal criado em instalações inadequadas, longe das pessoas e sem carinho, certamente será uma ameaça quando adulto. A raça exige proprietários que os sociabilizem, que lhes dê atenção e que treinem obediência.
Mesmo não estando na lista dos cães mais inteligentes, com um bom adestramento, eles podem fazer coisas incríveis e inesperadas. “Há relatos, inclusive, de Pit Bulls que, depois de devidamente adestrados, atuam com equipes de resgate nos Estados Unidos”, fala Renan. |
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Energia sem fim
O dono vai se surpreender com a força e a energia do Pit Bull, sempre disposto a brincar desde filhote. Passeios ou exercícios diários são necessários para que ele não se torne um cão destrutivo (roer coisas, etc.), pois precisa ter sua energia extravasada de alguma maneira. São extremamente dóceis com seus donos e aceitam pessoas estranhas, desde que acompanhadas pelo dono, comportamento muito comum entre os filhotes. “Eles têm uma energia que parece inesgotável. Caso não tenham um bom espaço para correr e brinquedos para distraí-los, certamente encontrarão algo interessante para fazer, como roer tênis e chinelos, cavar buracos no jardim de casa, etc.”, alerta Renan. Por isso, é importante reservar um tempo para dar atenção aos filhotes e lhes proporcionar diversão para que possam gastar toda essa energia.
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Convivência
Por padrão, o Pit Bull é hostil com outros cães, mas nunca com pessoas.
“Claro que há alguns cães de estrutura e temperamentos variados, tamanha foi a disseminação da raça no país e, com isso, os cruzamentos sem controle que ocorrem”, conta Renan. Mas um Pit Bull que tenha as características originais não é agressivo com o homem. “Devemos lembrar que há donos que têm esse cão para ‘impor respeito’, apenas ‘para aparecer’ e muitas vezes e não dão atenção suficiente para o cão, tratando-o com violência. Isso, sem dúvida, vai causar um distúrbio em seu comportamento”, explica Renan. Além disso, o número de cruzamentos sem controle faz com que existam Pit Bulls que apresentam um certo desequilíbrio de comportamento, sendo mais agressivos.
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Em relação à convivência com outros animais, deve-se destacar que os machos sempre tendem a defender seu território (quintal, garagem da casa, um galpão, etc) e a fêmea, a sua família, independente da raça. Uma convivência possível é de se ter cães de gêneros diferentes (macho/fêmeas), mas ainda assim é arriscado. Dois machos vivendo em um mesmo território é praticamente impossível. Fêmeas convivem bem entre si, desde que não exista um macho a ser disputado por elas. Também é saudável a convivência de um casal. Mas isso não quer dizer que não haja exceções. Há vários casos em que Pit Bulls convivem sem problemas com outros cães. Mas é preciso que seja acostumado com essa companhia desde filhote.
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Um dono responsável é aquele que: |
| • Vacina o cão anualmente. |
• Usa sempre coleira e guia ao levá-lo passear na rua. |
| • Passeia com ele todos os dias, para que ele se exercite e se socialize com outros cães e pessoas. |
• Recolhe as fezes do cão em locais públicos. |
| • Oferece ao animal um alimento próprio para cães, evitando dar comida caseira. |
• No caso de cães de guarda, toma medidas de segurança para que o cão não venha a ferir pessoas ou outros cães: adestramento básico, muros altos, portões sempre fechados, uso de guia, placas de sinalização indicando a presença de cão de guarda. |
• Mantém limpo o local onde o cão fica, com água fresca à disposição.
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• Não permite que seu animal acasale indiscriminadamente, o que gera um grande número de cães sem donos nas ruas . |
• Leva o animal ao veterinário quando o cão adoece e não tenta medicá-lo por conta própria.
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• Não atiça seu cão contra pessoas ou outros animais. |
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