Os Problemas Mais Comuns de Comportamento dos Cães São:

Agressividade por dominância: o cão que não tem um líder dentro de casa vai, naturalmente, como resposta a uma lei da própria sua natureza, assumir ele, cão, o papel de líder.

Não há um líder aqui?
"Pois então o dono do pedaço sou eu”, ele entende. Sem contar que, se for um cão dominante, do tipo mandão, vai agredir qualquer pessoa que não respeitar as leis que ele próprio estabeleceu: “Eu sento no melhor lugar do sofá, eu como a comida dos humanos, eu faço xixi onde quiser, e na minha almofada ninguém mexe, estamos entendidos?”.

Solução:
Basta assumir o papel de líder da casa (ou só do cão), invertendo assim os papéis. O dono do cão é quem senta no melhor lugar do sofá, o dono do cão mexe, sim senhor, e o quanto quiser, na almofada do cão, o dono do cão é quem come primeiro e depois dá comida a ele. E se você conseguir flagrá-lo fazendo xixi fora do lugar, ótimo, repreenda-o no ato, imediatamente. Se estiver em dúvida sobre a maneira certa de fazer isso, contrate um adestrador para orientá-lo.

Agressividade por medo:
Como já vimos, o cão que não tem um líder dentro de casa se vê obrigado a assumir esse papel. Se ele for um cão de temperamento muito submisso, vai atacar qualquer pessoa quando se sentir vulnerável, quando achar que sua liderança está ameaçada. A agressividade de um cão submisso, por mais estranho que pareça, pode ser ainda pior que a de um cão dominante, pois um cão com medo não tem regras para atacar, ele simplesmente vai mordendo tudo que o ameaça, sem parar. Na linguagem dele, significa mais defesa que ataque.

Solução:
Assuma você a liderança, e com firmeza. Não fique com dó da carinha de anjo que ele faz quando você o repreende, nem do seu rabinho para baixo quando ele tem de enfrentar alguma situação para ele desagradável. E cuidado também para não acabar estimulando ainda mais o medo dele. Se, por exemplo, ele ficar assustado com algo, não o pegue rápido no colo, para protegê-lo. Desse jeito você só estará reforçando o medo que ele sente e seu respectivo comportamento de medo. Porque o raciocínio do cão é elementar: “Medo = colinho? Oba! Se eu sempre demonstrar medo, sempre vou ganhar um colinho!”. A forma de estimulá-lo, de encorajá-lo, é elogiá-lo assim que seu cão demonstrar algum comportamento mais corajoso, de não-medo, de tranqüilidade diante de situações que antes ele temia.

Latidos excessivos:
Se você, por exemplo, adquiriu um beagle com o mais puro dos pedigrees, esteja preparado: ele dificilmente vai latir pouco. Isso porque determinadas raças foram geneticamente “aperfeiçoadas”, como que preparadas em laboratório para se tornarem adequados cães de caça e, com seus latidos, alertarem os caçadores de onde estava escondida a caça. Portanto, a tendência a latir mais que outros cães permanece em algumas raças, mesmo naquelas que hoje freqüentam ambientes mais urbanos. Quanto mais pura a linhagem do cão, mais ele guardará suas características genéticas.

Solução:
Antes de adquirir um cão (sempre de um canil idôneo), é preciso pesquisar qual é a raça mais adequada ao próprio temperamento do dono e a sua personalidade. Lembre-se, existem cães que precisam de mais passeios diários do que outros, alguns não gostam tanto de ser pegos no colo, outros são menos ativos e preferem ficar em casa... Caso não haja tempo para fazer uma pesquisa mais ampla sobre as raças e suas características, o dono que não queira correr muitos riscos de errar na escolha pode adotar um cão que já tenha mais de um ano de vida. Com isso fica mais fácil conhecer todas as características do seu temperamento, e também não é preciso vivenciar todo o período de desenvolvimento do filhote para a fase adulta. Além de existirem lindos vira-latas.

Ansiedade:
Tratar o cão pela lei da compensação pode deixá-lo extremamente ansioso. Existem muitos donos que se sentem culpados de deixarem seus cães sozinhos, e tudo vira um grande drama. Ao sair, a separação se transforma num adeus do tipo final de Casablanca, com despedidas lacrimosas, emocionadas, e beijos sem-fim acompanhados de frases ditas num tom de voz choroso, triste, que faça o cachorro se sentir inseguro, como se algo de ruim estivesse lhe acontecendo como: “Fica bem, meu amor, a mamãe não vai demorar!”.

Em compensação, a chegada mais parece uma festa-surpresa de aniversário, com muita gritaria de sua parte e ganidos da parte dele. Ao abrir a porta, o dono se vê obrigado a jogar no chão tudo que tem nas mãos para poder dar conta do verdadeiro ataque de pulos, lambidas, chorinhos e brinquedos na boca com que o cão o recebe.

Solução:

Não transforme a sua saída de casa em um momento desagradável para o seu cão. Para um cão, é natural esperar pelo dono. É como se estivesse aguardando o líder da matilha voltar com a caça para distribuí-la entre os membros que ficaram. Essa espera é normal para ele, portanto haja você também com naturalidade. Quando o dono não lida com essa situação de forma natural, saudável para o cão, acaba estimulando um comportamento inadequado no cão. É bastante comum, principalmente cães muito submissos, adquirirem desvios de comportamento por causa disso. O cão pode passar a manifestar diversas manias, como se mutilar, correr atrás do rabo de forma excessiva, doentia, lamber as patas até ficarem feridas. Se o cão apresentar problemas como esses, deve ser levado a um especialista, para que se tente, pelo menos, amenizar o problema.

Depressão:
Os cães também estão sujeitos a depressão, e elas podem ser circunstanciais ou patológicas. Entre as principais causas da depressão estão: pouca atenção dada ao cão, morte de algum membro da família ao qual ele era bastante ligado, morte ou separação de outro cão ou animal da casa, trauma por violência, adestramento muito punitivo, atropelamento, idade avançada. Os sintomas são relativamente fáceis de perceber. O cão fica quieto, não se interessa por comida, dorme muito e em alguns casos até mesmo choraminga.

Solução:
A depressão costuma desaparecer sozinha em no máximo dez dias. É preciso não descuidar, principalmente, da comida e da água, nem mimá-lo muito, para que os agrados não acabem por reforçar a depressão. Se, contudo, não ocorrer uma melhora no estado emocional, leve-o ao veterinário para que sejam administrados antidepressivos adequados.

 
Copyright © 2005 – 4D Editora - Direitos reservados
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.