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Como escolher o cão ideal

Comprar um cão e escolher a raça, ou mesmo adotar um vira-latinha?

Escolha o seu cão ideal

Cães não são como carros, que se pode visitar nas concessionárias, entrar dentro e até fazer test-drive. Cães também não são como outros bens que se compra e, depois, se não funcionarem direito – no caso das geladeiras, se elas não gelarem; das televisões, se elas não sintonizarem os canais; e no dos cães? Cães que latem demais ou nada latem vêm com defeito? E cães de guarda que nada guardam? Enfim... – nós devolvemos e trocamos por outro.


Por tudo isso, caro leitor, a escolha tem que ser precisa, milimétrica e certeira. Não posso comprar um pastor alemão e depois pensar: - puxa, preferia um chow chow! ... a menos que eu more em uma casa espaçosa e também compre um cachorro dessa raça.
De qualquer modo, a escolha é árdua, podendo consumir horas e até dias de pensamentos ansiosos, algumas caixas de fluoxetina ou lexotan, e culminando em gritaria e conflitos com os filhos, que querem sempre um labrador ou golden, com os pais, que, idosos, insistem no velho pequinês ou no pastor-alemão, ou no cônjuge, que é sempre do contra e quer um cão peludo se você prefere um de pelo curto, ou um pequeno se você quer um grande. À parte de todas essas confusões, você ainda se pegará em sites de internet pesquisando sobre as raças, visitando inusitadas feiras de filhotes e animais domésticos em hipermercados, praças hermas em meio a avenidas movimentadas, e até indo a exposições de beleza, onde todos lhe parecerão metidos, arrogantes e esno- bes, sem hipérbole ou exagero na última afirmação.

 

No fim das contas terá se passado um ano e você nem sabe se o Fido será preto, branco, castanho, sal e pimenta (essa é uma das cores do Schnauzer...) ou ferrugem (cor de alguns Terriers); se terá orelha pontuda, como a dos lobos (chamamos esses animais de cães tipo Spitz) ou caídas, como a do Basset Hound; se será atlético e “longilíneo” como um Weimaraner ou atarracado e “brevilíneo” como um Buldogue Inglês, numa comparação que bem poderia lembrar a dupla Dom Quixote e Sancho Pança.


Enfim, como escolher?

Para ajudá-lo, amigo leitor, nessa hercúlea tarefa, concebemos o “Monte o seu cão ideal”, no melhor estilo fast food, em que você escolhe os ingredientes do próprio sanduíche ou da massa que vai comer, só que, em vez de picles, abobrinha, repolho, molho de mostarda com mel ou apimentado, salame, rosbife ou peito de peru, você escolherá os cães (dentre algumas raças mais lembradas) que lhe apetecem, em cada grupo ao lado, para, no final, saber qual o cão ideal para você. Ao criador que ler esse artigo, fica a advertência: não o leve tanto a sério, pois é apenas uma brincadei- ra, sem críticas, porque quando se é apaixonado por uma raça – e eu bem sei disso – ainda que ela tenha mil e um defeitos, será dela o cão por nós escolhido. Quanto aos consumidores, fica também a advertência de que cães são seres vivos, não produtos ou utensílios, pelo que, nem sempre, a tabela vai refletir a personalidade do cãozinho que você decidir comprar. Dito isso, vamos em frente...


Clique para ampliar a tabela

Abstraída a generalidade exacerbada das tabelas ao lado, inaplicáveis a um modelo fidedigno à realidade cotidiana dos homens e dos seus animais, que é muito mais complexa que um texto bobo e que se pretende jocoso, logo se vê a impossibilidade de qualquer indivíduo escolher um cão sem visitar um canil de pon- ta, conversar com criadores e pensar muito sobre o amigo ideal para a sua vida. Às favas com essas classificações, portanto! Independentemente da raça, do tamanho, da aptidão e do temperamento, cada cão foi desenhado, por milênios, pela arquitetura da seleção natural, para conviver com um bicho muito estranho, sem pelo, e que
vive mudando o mundo, chamado homem. Um serve para brincar, outro para tomar conta, e outro ainda para pastorear, e por aí afora.

 

Há espaço para todas as raças em todos os cantos do mundo, como há, ainda, espaço para todos os donos de cães, criadores, etc. Cabe a cada um de nós escolher o futuro “melhor amigo”, não com base
em testes ou tabelas, mas por afinidade, porque, meu caro leitor, não é mesmo possível – entre os homens e também entre os não-humanos – “selecionar” e “comprar” lealdade, fidelidade e amor. Isso vem com a empatia e com muitos e muitos anos de intensa convivência.

 

Alfredo D. B. Migliore, autor deste texto,
e? advogado Doutor em Direito pela USP e criador de ca?es em Sa?o Paulo

 


 



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